quarta-feira, janeiro 20, 2010

Petição a favor do Haiti


Enquanto o Haiti recupera da sua catástrofe, por favor trabalhe para assegurar o cancelamento imediato da sua dívida externa, no valor de 1bilião de US dólares e garanta que o apoio humanitário de emergência às vítimas do terramoto será sob a forma de donativos e não como empréstimos, assinando a seguinte petição

ASSINE JÁ
http://one.org/international/actnow/haiti/o.pl?id=1408-2522567-x3bSJox&t=3

Petition text:

As Haiti rebuilds from this disaster, please work to secure the immediate cancellation of Haiti’s $1 billion debt and ensure that any emergency earthquake assistance is provided in the form of grants, not debt-incurring loans.

Haiti needs a sustained international effort as it seeks to recover from this earthquake. The current outpouring of support is encouraging, and now we need to cancel Haiti’s debt so the country can start its recovery without the burden of debts it won’t be able to pay. In addition we must be vigilant that new aid doesn’t come in the form of loans that would create new debt for Haiti.
But here and now, there is a very clear goal: let’s get rid of this crippling debt.

Thank you,
Keren Dongo
Community Engagement Manager, ONE.org

segunda-feira, janeiro 18, 2010

Catástrofe no Haiti

Mortos podem ser mais de cem mil

O terramoto de magnitude 7 atingiu o Haiti na terça-feira, 12/01/10, destruindo vários prédios na capital e causando devastação naquele país da América Central. O sismo afectou a estrutura de telecomunicações do país e as informações sobre vítimas e danos são ainda impossíveis de dar.
René Préval, presidente do Haiti, afirmou ao jornal Miami Herald, que o sismo de terça-feira terá provocado "milhares de mortos" e que a situação na capital, Port-au-Prínce, é "inimaginável".
Em declarações à CNN, o primeiro-ministro haitiano, Jean-Max Bellerive, admite que o número de mortos ultrapasse os cem mil. O chefe de estado conta que o prédio do Congresso, hospitais e escolas foram destruídos, bem como o seu palácio presidencial. E relata que muitas pessoas ficaram soterradas em escolas.
O presidente pediu ajuda internacional para o país devastado, enquanto a primeira-dama, Elisabeth Préval, lamenta: "É uma catástrofe"!
Terramoto entre os mais fortes de sempre
O Haiti, país mais pobre da América e de todo o hemisfério ocidental, foi abalado terça-feira por um sismo de magnitude 7 na escala de Richter, o mais forte da sua história e um dos 15 mais violentos dos últimos 20 anos.
Com uma das maiores taxas de densidade populacional do mundo, o Haiti tem cerca de 80 por cento da população a viver abaixo do limiar da pobreza e 54 por cento em pobreza extrema.
O Haiti teme consequências "catastróficas" após o sismo que atingiu terça-feira o país e que arrasou vários edifícios, onde várias pessoas deverão encontrar-se presas entre os escombros.


Fonte: Visão online

sexta-feira, novembro 20, 2009

Direitos da Criança - 20 anos depois...


A Convenção sobre os Direitos da Criança, adoptada há exactamente 20 anos, a 20 de Novembro de 1989, é o tratado mais ratificado da História.

20 anos depois da convenção dos direitos da criança há muito para fazer. Por todo o mundo, fome, tráfico de crianças e trabalho infantil continuam a ser uma realidade e a crise mundial agravou a situação de pobreza que afecta milhões de crianças.

Composta por 54 artigos, a Convenção assenta em "quatro pilares fundamentais" - não discriminação, interesse da criança, direito à vida e ao desenvolvimento, respeito pela opinião da criança - e define padrões para protecção de menores de 18 anos. Em 2000, a ONU adoptou dois protocolos facultativos: um sobre venda de crianças, prostituição e pornografia infantil, outro sobre envolvimento em conflitos armados.


Em Portugal, nas últimas décadas, a situação registou grandes avanços, por exemplo ao nível da educação, da saúde e até da protecção contra abusos.

Contudo, violações de crianças, maus tratos fisicos e psicológicos, crianças arrancadas do ambiente da familia que sempre conheceram, crianças discriminadas por causa da raça. Tudo existe ainda em Portugal, onde estão os progressos?
Penso que ainda há muito a fazer para que se cumpram os direitos das crianças. Ainda que se possa fazer mais em termos de legislação para defender, por exemplo, as crianças vitimas de maus tratos, acredito que muitos dos problemas estão relacionados com a falta de educação e com a forma como se olha para as crianças.

Só os EUA e a Somália ainda não subscreveram a Convenção, apesar de terem manifestado essa intenção e de o Presidente norte-americano, Barack Obama, já ter confessado "embaraço" por estar na companhia de "um país sem lei".
O trabalho de governos e organizações de apoio à criança tem dado frutos, como referem os indicadores da Unicef, Fundo das Nações Unidas para a Infância. Só que o texto da lei esbarra muitas vezes tanto em problemas como a pobreza e a guerra como em tradições e atitudes culturais. É o caso, lembrado numa edição comemorativa dos 20 anos da Convenção, da mutilação genital feminina.

Como escreve nesse relatório Ann Veneman, directora executiva da Unicef, a agenda dos direitos da criança "está longe de ser totalmente cumprida" e milhões continuam sem protecção e sem serviços essenciais. A crise veio também "expor muitas crianças ao agravamento da fome, da subnutrição, da falta de oportunidades e do sofrimento", porque quase 45 por cento da população mundial tem menos de 25 anos.

O atraso dos EUA tem sido justificado pela necessidade de verificar a compatibilidade do texto da Convenção com a legislação federal e de cada um dos estados.

quarta-feira, novembro 11, 2009

18º Aniversário do Massacre de Santa Cruz - Timor



12 Novembro de 1991

Assinala-se hoje o 18º Aniversário do ‘Massacre de Santa Cruz’, ocorrido em 12 de Novembro, em Díli.

A força das imagens captadas por Max Sthall , e depois difundidas mundialmente por todas as cadeias de televisão, deu a conhecer ao mundo as atrocidades que a Indonésia cometia, impunemente, sobre os naturais da antiga Colónia Portuguesa, invadida pela Indonésia em Dezembro de 1975, que passou a considerar Timor como a sua 27ª província.
Foi a partir deste, tristemente célebre, acontecimento que Timor atraiu sobre si a atenção da comunidade internacional, acordou as consciências, e fez com que a Luta dos timorenses pela libertação da Indonésia passasse a constar da agenda mediática de muitos países e activistas, lembrando ainda à ONU o ‘problema’ de Timor.
Sem a difusão maciça daquelas imagens, o mundo continuaria a ignorar o genocídio que vinha sendo cometido sobre os timorenses, desde 1975, e que se prolongaria ainda até Setembro de 1999, após a realização do Referendo pela auto-determinação e subsequente intervenção das forças da ONU (Interfet) para fazer cessar a violenta retaliação das forças indonésias face ao resultado do referendo – esmagadora maioria da votação a favor da libertação da Indonésia.


O Presidente da República e o Primeiro-Ministro de Timor-Leste estiveram hoje no cemitério de Santa Cruz, para prestar homenagem às vítimas do massacre, cuja verdadeira dimensão ainda hoje se desconhece, embora vulgarmente sejam apontados mais de 200 mortos e muitos feridos e desaparecidos.

Fonte: Arquivo & Museu da Resistência Timorense

Aqui fica também a minha singela homenagem aos massacrados de Santa Cruz e, igualmente, a todos os que, ao longo de 24 anos, lutaram e deram a vida pela libertação de Timor.

segunda-feira, novembro 09, 2009

20º aniversário da queda do muro de Berlim


O muro caiu por causa de uma gafe

A queda abrupta do muro de Berlim deveu-se a um erro do porta-voz do Politübro do partido comunista da RDA. O episódio é recordado, esta segunda-feira, 9, no Canal de História, num ciclo de documentários dedicado ao 20º aniversário da queda do muro de Berlim

No Outono de 1989 os acontecimentos no território da antiga República Democrática Alemã sucediam-se a uma velocidade estonteante. Os duros do regime tinham sido afastados do poder e substituídos por elementos mais disponíveis para dialogar com os movimentos da oposição.

Günter Schabowski, porta-voz do Politübro, dava diariamente a cara pelo governo e anunciava a novas medidas em conferências de imprensa que eram transmitidas em directo.

Naquela tarde fria de 9 de Outubro, Schabowski, hoje com 80 anos, entrou na sala para ler o comunicado dando conta da resolução do governo que autorizava os alemães orientais a viajar para o ocidente sem quaisquer restrições burocráticas.

Schabowski acabara de receber a nota e mal a lera. No final da conferência, um jornalista da NBC perguntou-lhe quando é que as novas regulações entrariam em vigor. Ele passou os olhos pelo papel e respondeu: "Sofort, unverzüglich [Já, imediatamente]" .

Nesse mesmo instante, a agência Reuters noticiou que os alemães orientais podiam, desde logo, atravessar a fronteira inter-alemã em qualquer ponto. Ao mesmo tempo, as notícias transmitidas pela televisão da Alemanha ocidental (nessa altura uma das principais fontes de informação independente para a população da Alemanha de Leste) anunciavam que o muro de Berlim estava a ser aberto.

Poucos minutos depois, dezenas de milhares de alemães orientais começaram a confluir para o muro que dividia a capital do país dividido. Sem ordens dos seus superiores e sem saber o que fazer, os guardas fronteiriços simplesmente abriram a fronteira para deixar passar as multidões, através deste marco da cortina de ferro que separou a Alemanha e o mundo em campos antagónicos.

O "Erro de Schabowski" é o título de um documentário com que o Canal de História inicia esta segunda-feira, 9, às 22 horas, um ciclo de programação dedicado ao 20º aniversário da queda do Muro de Berlim.

O especial "Berlim, 20 anos sem o Muro" vai prolongar-se até 15 de Novembro e conta com seis documentários "actuais e exclusivos" que incluem material de arquivo inédito (como filmes de propaganda e vídeos amadores) e entrevistas com antigos guardas do muro, espiões, políticos e jornalistas, ente outros.

DAQUI


Fonte: Radio Renascença

quarta-feira, outubro 28, 2009

Especial Gripe A


A Gripe A está a afectar o mundo inteiro. Mulheres grávidas, bebés e crianças são dos grupos mais sensíveis. Saiba como proteger-se e proteger os seus filhos.

Saúde em tempo de gripe
pandemia da gripe A (H1N1)v
Conheça algumas medidas preventivas suplementares no que respeita às crianças e à família em geral.

10 passos para evitar o vírus H1N1. Siga-os...
Se tem sintomas de gripe... aqui ficam as recomendações essenciais.

segunda-feira, agosto 24, 2009

30 de Agosto - o Dia em que os timorenses votaram pela liberdade


Timor-Leste 1999 - Cronologia

25 Janeiro 1999
Yusuf Habibie faz a primeira referência pública à possibilidade de Timor-Leste se separar da Indonésia.
27 Janeiro 1999
O ministro da informação indonésio, Yunnus Yosfia, anuncia que, se os timorenses rejeitarem a proposta de autonomia, o governo indonésio proporá à Assembleia Consultiva do Povo a anulação da integração de Timor-Leste, abrindo a porta à independência.
11 Março 1999
Portugal e Indonésia acordam em Nova Iorque que a consulta aos timorenses se fará através de escrutínio secreto.
05 Maio 1999
Assinatura dos Acordos de Nova Iorque entre Portugal e a Indonésia, sob a égide do Secretário-Geral das Nações Unidas, para organização de uma Consulta Popular ao Povo de Timor-Leste.
11 Junho 1999
0 Conselho de Segurança aprova a Resolução n° 1246, que institui a UNAMET (United Nations Mission in East Timor).
16 Julho a 5 Agosto 1999
Recenseamento de 451 719 eleitores em Timor-Leste e na diaspora.
09 Agosto 1999
Assinatura do Código de Conduta para a campanha política.
10 Agosto 1999
Acantonamento unilateral das FALINTIL, que, obedecendo às instruções do Comando da Luta, resistem às provocações das forças militares indonésias e das suas milícias.
14 Agosto 1999
Início da campanha para a consulta popular.


30 Agosto 1999
Consulta popular: votam 98,6% dos recenseados.


Esta é a fria cronologia dos factos que antecederam o Referendo de 30 de Agosto, há precisamente 10 anos.

Contudo, o dia da consulta popular foi o "Dia". Aquele em que os bravos timorenses ignoraram as ameaças dos indonésios, enfrentaram o medo, e deram ao mundo uma lição de coragem e determinação sem igual.

Dez anos passados, é hora de festejar uma data tão significativa e tão especial, em que os timorenses se uniram em nome dum desígnio maior!

Mas também é hora de pensar no futuro, de reconquistar essa união, de construir um país mais justo e mais próspero.

Os últimos anos são muito promissores e apontam para a Nação livre e independente sonhada com o referendo de 1999.


Parabéns Timor-Leste!
"Libertada a Pátria, libertemos o Povo"!


segunda-feira, julho 27, 2009

3 Meses em Timor (III)












sexta-feira, julho 03, 2009

3 Meses em Timor (II)














Kirsty Sword-Gusmão em Portugal



"UMA MULHER DA INDEPENDÊNCIA"


Foto: Margarida Azevedo

Durante cerca de três semanas, Kirsty Gusmão visitou Portugal acompanhada dos seus três filhos e da mãe.
Foi uma visita muito bem sucedida, em todas as vertentes, e a família de Xanana Gusmão leva de Portugal uma impressão muito positiva.
Esperemos que Kirsty volte em breve, porque já deixou saudades nos muitos amigos que cá ficaram.
Amigos pessoais ou amigos de Timor-Leste, a todos encantou com o seu sorriso fácil e a sua simplicidade calorosa

3 meses em Timor

Timor
beleza pura
sorrisos abertos
esperança no olhar
promessa de um país novo...


quarta-feira, fevereiro 11, 2009

BONECAS DE ATAÚRO PELA PRIMEIRA VEZ EM LISBOA



A Embaixada de Timor-Leste em Portugal vai acolher no próximo dia 12 de Fevereiro entre as 16h30 e as 19h30, as Bonecas de Ataúro, numa apresentação / conferência de imprensa sobre a estreia das “Bonecas de Ataúro na capital portuguesa”.

A sessão inaugural será presidida pelo Encarregado de Negócios, Antonito de Araújo, na presença do Responsável pela Secção Cultural da Embaixada, José Amaral, e caberão à mentora do projecto Piera Zurcher e à representante em Portugal das “Bonecas de Ataúro”, Sara Moreira, apresentar o percurso e significado desta exposição.

As Bonecas de Ataúro, são dadas como exemplo de sucesso do empreendedorismo social leste-timorense, recordando que este projecto conta com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura de Timor-Leste e premiadas pela UNICEF, constituem o primeiro produto certificado de Timor-Leste enquanto País independente.

Esta iniciativa de empreendedorismo social leste-timorense teve origem no grupo Bonecas de Ataúro que está alojado na ilha de Ataúro, em Timor-Leste e trata-se de uma iniciativa que levou um grupo de mulheres a criar uma oficina de artesanato, onde são desenvolvidas peças originais e criativas.

As artesãs trabalham em pano e bordados, criando não só bonecas, mas bolsas e toalhas. Entre vários outros produtos contam-se com trabalhos elaborados com materiais ecológicos como é exemplo a concepção de Biojóias.

Segundo a preocupação do grupo, passa pela adopção de métodos que permitam melhorar os seus processos de trabalho e aprendizagem para a inovação e geração de maior riqueza para a comunidade onde estão inseridas.

As “Bonecas de Ataúro” são tecidas por mulheres e destinadas às crianças formando uma teia de pontos e abraços que se estende de Ataúro a todos os distritos e além-mar.

O presente grupo conta com o apoio do padre Luís Fornasier e um grupo reduzido de mulheres num pequeno espaço da Missão Católica de Ataúro.

A construção da Oficina-Museu das Bonecas de Ataúro constitui uma parceria com o Centro Cultural Português do Instituto Camões.

As “Bonecas de Ataúro” foram na semana passada expostas na Feira Concepta, na Exponor, do Porto.Depois da participação na Feira Concepta na Exponor do Porto, as Bonecas passarão ainda amanhã, 11, por Coimbra, no Salão Brazil, onde às 15h30 apresentarão o projecto, com projecção de fotografias e música timorense.

Embaixada de Timor-Leste em Lisboa
Largo dos Jerónimos nº 3 - 1º
1400-209 Lisboa


Visite o Blog das "Bonecas"

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Solidariedade para com o povo australiano

Foto: Reuters

Austrália: 108 mortos e 750 casas ardidas - último balanço

Numerosas localidades australianas foram varridas do mapa com os incêndios que calcinam o sul da Austrália, queimando casas, automóveis e pessoas na maior tragédia de sempre deste género no país, saldada em 108 mortos e 750 lares destruídos.

O número de vítimas continua a crescer enquanto as operações de busca e salvamento resgatam corpos das chamas que têm transformado num inferno sobretudo o Estado de Victoria.

.../...

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Viajar, enriquece-nos interiormente...


Alguns momentos marcantes...

Recepção na aldeia de Assalaino, Lospalos - Timor-Leste, 2001


Ubud, Bali, Indonésia - 2006

Museu d'Orsay, Paris - 2005

Krakov, Polónia - 2005



Veneza, Itália - 2005

Fotos de LenaLorosae

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

BONECAS DE ATAÚRO NO PORTO

EXPONOR / CONCEPTA Feira de Arte, Cultura & Criatividade
Artesanato de Ataúro, Timor-Leste, em Portugal !!!
Agradece-se a melhor atenção na divulgação deste acontecimento e sobretudo no seu acompanhamento, visitando o stand das adoráveis "Bonecas".
A oportunidade é única.
Estão todos convidados!
http://bonecasdeatauro.blogspot.com/ (blog de promoção da vinda do projecto)http://www.bonecasdeatauro.com/ (sítio oficial das Bonecas de Ataúro)
Contacto Porto / marcações de entrevistas / Infos:
Sara Moreira - t. +351 938 305 344 - e-Mail: saritamoreira@gmail.com
Contacto Ataúro / Timor-Leste: Piera Zurcher - t. +670 7325830 / +670 7282563 / +670 7370229

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Barack Obama - Há um sinal de esperança


Hoje é ainda o momento para a união entre "todos os homens e mulheres de boa vontade", seja qual for a raça, religião ou continente a que pertençam.

Amanhã será o dia em que Obama tem de começar a transformar o mundo. Também dele se espera que o leve a uma nova fronteira.

Barack Hussein Obama - "Yes, we can!"

“Considero-me feliz por ter sido capaz de crescer vendo a América sob diversos pontos de vista. A minha infância foi passada no Havai e na Indonésia.
Após a faculdade, trabalhei como organizador da comunidade, na zona sul de Chicago incidindo o meu trabalho na melhoria das condições de vida em bairros pobres.

Descobri que a verdadeira solução dos problemas, com as nossas comunidades, passa pela necessária mudança das nossas leis e da nossa política. Candidatei-me e fui Senador, durante sete anos, no estado de Illinois, onde lutei pela melhoria dos cuidados de saúde da criança, obtendo cortes fiscais para os trabalhadores pobres e ratificando a reforma da previdência.
Em 2004, fui eleito para o Senado dos E.U., onde tenho trabalhado para aprovar leis contra as armas perigosas e para tornar os governos mais responsáveis. Tenho-me também oposto, desde o início, à guerra no Iraque, e acredito que precisamos trazer as nossas tropas para casa para assim poderemos reorientar uma luta mais ampla contra o terrorismo.

De todas as minhas experiências de vida, estou muito orgulhoso de minha esposa Michelle e das minhas filhas Malia e Sasha.”

"O Arco do universo moral é longo, mas curva-se em direcção à justiça. "(MLK)

quinta-feira, janeiro 08, 2009

NÃO ESTÁS À VENDA...


O tráfico de seres humanos é uma versão moderna de escravatura. As pessoas são tratadas como mercadorias, sendo vendidas e compradas e estando sujeitas a todo o tipo de exploração: normalmente na indústria do sexo, mas também no sector agrícola, entre outros.

Conhecem-se, diariamente, novos casos de escravatura doméstica. Qualquer pessoa, homem, mulher ou criança, pode ser vítima de tráfico de seres humanos.

O Conselho da Europa, cujo principal objectivo é salvaguardar e proteger os direitos humanos, tem como uma das suas prioridades o combate ao tráfico de seres humanos, tendo sido já realizadas várias acções políticas e legislativas.
As histórias de Talina, Fábia, Yvo, Anna e Sofia ilustram várias formas de exploração. A banda desenhada que relata a história destas personagens é mais uma contribuição do Conselho da Europa para o combate ao tráfico e protecção das suas vítimas.


terça-feira, dezembro 30, 2008

FINAL DE ANO - Tempo de Balanços e Resoluções


Agora que 2008 está a terminar, é tempo de fazer o balanço dos acontecimentos e acções de mais um ano que passou e tomarmos resoluções e boas intenções para o Novo Ano que está a chegar.

As Tv's passam em revista os acontecimentos do ano e, todos, os dias, se ouve falar das dificuldades que 2009 nos vai trazer, por certo.

Estamos a viver tempos de grave crise económica , talvez ainda só a ponta do iceberg, e o panorama mundial é tudo menos animador - fraudes, colapsos financeiros e económicos, guerras, conflitos bélicos, medo do terrorismo, insegurança, fome, epidemias ou pandemias, catástrofes naturais...

2009 não vai ser um ano fácil, já o adivinhamos, e tudo indica que as circunstâncias deste ano que termina se venham a agravar.
Assim sendo, que sentido faz desejarmos um "FELIZ ANO NOVO" ?!

Talvez por força do hábito, talvez porque ainda alimentemos alguma esperança de que não venha a ser tão mau como parece...

Acredito que este Século tem de trazer uma nova esperança para a Humanidade, tem de realizar uma "revolução" cultural, de valores, uma mudança radical na forma de nos relacionarmos uns com os outros, nas relações sociais e políticas, tem de ocorrer uma nova Era, que mude radicalmente a correlação de forças e o relacionamento entre os países pobres e os países ricos, entre os mais favorecidos e os menos favorecidos, que alguns "eternos" conflitos se resolvam e que a Fome seja drasticamente reduzida no mundo.

Utopia?
Talvez, mas ainda assim, creio que é possível fazer algo de novo, se houver verdadeira vontade de mudar.

Vamos todos fazer de 2009 um ano Novo de perdão, solidariedade, paz e união entre os povos!

quarta-feira, dezembro 10, 2008

DIREITOS HUMANOS - 60 anos depois


60º Aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos
Parece impossível como, em pleno século XXI, ainda são possíveis situações como a que a imagem representa!...



Estamos todos cegos e surdos???


É preciso acordar para esta dura realidade e escapar à indiferença!

Nesta época de consumismo desenfreado, torna-se ainda mais gritante esta dura realidade. Vamos todos reflectir no nosso modo de vida e no que podemos, e devemos, fazer para inverter este estado de coisas, verdadeiramente vergonhoso para a humanidade.

quinta-feira, novembro 06, 2008

Impossível não evocar hoje a lembrança deste Homem ...

Martin Luther King, Jr. a discursar na escadaria do «Monumento a Lincoln»

DISCURSO DE MARTIN LUTHER KING, JR.
Em Washington, D.C., a capital dos Estados Unidos da América, em 28 de Agosto de 1963, após a Marcha para Washington.

O discurso de Martin Luther King, pronunciado na escadaria do Monumento a Lincoln, em Washington, foi ouvido por mais de 250.000 pessoas de todas as etnias, reunidas na capital dos Estados Unidos da América, após a «Marcha para Washington por Emprego e Liberdade». A manifestação foi pensada como uma maneira de divulgar de uma forma dramática as condições de vida desesperadas dos negros no Sul dos Estados Unidos, e exigir ao poder federal um maior comprometimento na segurança física dos negros e dos defensores dos direitos civis, sobretudo no Sul.

Devido a pressões políticas exercidas pela Presidência dos Estados Unidos - ocupada por John Kennedy -, as exigências a apresentar no comício tornaram-se mais moderadas, mas mesmo assim foram feitos pedidos claros: o fim da segregação no ensino público, passagem de legislação clara no que respeita aos direitos civis, assim como de legislação proibindo a discriminação racial no emprego; para além do fim da brutalidade policial contra militantes dos direitos civis e a criação de um salário mínimo para todos os trabalhadores, que beneficiaria sobretudo os negros.


Realizado num clima muito tenso, a manifestação foi um estrondoso sucesso, e o discurso conhecido sobretudo pela frase permanentemente repetida no meio do discurso «I have a Dream» (Eu tenho um sonho), mas também pela frase que é repetida no fim - «That Liberty Ring» (Que a Liberdade ressoe), que retoma o poema patriótico «América», tornou-se, com o discurso de Lincoln em Gettysburg, um dos mais importantes da oratória americana.

Em 1964 a Lei dos Direitos Civis foi votada e promulgada por Lyndon B. Johnson e em 1965 a Lei sobre o Direito de Votar foi aprovada.

Martin Luther King, Jr. foi escolhido como Prémio Nobel da Paz no ano seguinte, em 1964.

«QUE A LIBERDADE RESSOE!»

Há cem anos, um grande americano, sob cuja sombra simbólica nos encontramos, assinava a Proclamação da Emancipação. Esse decreto fundamental foi como um raio de luz de esperança para milhões de escravos negros que tinham sido marcados a ferro nas chamas de uma vergonhosa injustiça. Veio como uma aurora feliz para terminar a longa noite do cativeiro. Mas, cem anos mais tarde, devemos enfrentar a realidade trágica de que o Negro ainda não é livre.

Cem anos mais tarde, a vida do Negro é ainda lamentavelmente dilacerada pelas algemas da segregação e pelas correntes da discriminação. Cem anos mais tarde, o Negro continua a viver numa ilha isolada de pobreza, no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos mais tarde, o Negro ainda definha nas margens da sociedade americana, estando exilado na sua própria terra.


Por isso, encontramo-nos aqui hoje para dramaticamente mostrarmos esta extraordinária condição. Num certo sentido, viemos à capital do nosso país para descontar um cheque. Quando os arquitectos da nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e da Declaração de independência, estavam a assinar uma promissória de que cada cidadão americano se tornaria herdeiro.


Este documento era uma promessa de que todos os homens veriam garantidos os direitos inalienáveis à vida, à liberdade e à procura da felicidade. É óbvio que a América ainda hoje não pagou tal promissória no que concerne aos seus cidadãos de cor. Em vez de honrar este compromisso sagrado, a América deu ao Negro um cheque sem cobertura; um cheque que foi devolvido com a seguinte inscrição: "saldo insuficiente". Porém nós recusamo-nos a aceitar a ideia de que o banco da justiça esteja falido. Recusamo-nos a acreditar que não exista dinheiro suficiente nos grandes cofres de oportunidades deste país.


Por isso viemos aqui cobrar este cheque - um cheque que nos dará quando o recebermos as riquezas da liberdade e a segurança da justiça. Também viemos a este lugar sagrado para lembrar à América da clara urgência do agora. Não é o momento de se dedicar à luxuria do adiamento, nem para se tomar a pílula tranquilizante do gradualismo. Agora é tempo de tornar reais as promessas da Democracia. Agora é o tempo de sairmos do vale escuro e desolado da segregação para o iluminado caminho da justiça racial. Agora é tempo de abrir as portas da oportunidade para todos os filhos de Deus. Agora é tempo para retirar o nosso país das areias movediças da injustiça racial para a rocha sólida da fraternidade.


Seria fatal para a nação não levar a sério a urgência do momento e subestimar a determinação do Negro. Este sufocante verão do legítimo descontentamento do Negro não passará até que chegue o revigorante Outono da liberdade e igualdade. 1963 não é um fim, mas um começo. Aqueles que crêem que o Negro precisava só de desabafar, e que a partir de agora ficará sossegado, irão acordar sobressaltados se o País regressar à sua vida de sempre. Não haverá tranquilidade nem descanso na América até que o Negro tenha garantido todos os seus direitos de cidadania.


Os turbilhões da revolta continuarão a sacudir as fundações do nosso País até que desponte o luminoso dia da justiça. Existe algo, porém, que devo dizer ao meu povo que se encontra no caloroso limiar que conduz ao palácio da justiça. No percurso de ganharmos o nosso legítimo lugar não devemos ser culpados de actos errados. Não tentemos satisfazer a sede de liberdade bebendo da taça da amargura e do ódio.


Temos de conduzir a nossa luta sempre no nível elevado da dignidade e disciplina. Não devemos deixar que o nosso protesto realizado de uma forma criativa degenere na violência física. Teremos de nos erguer uma e outra vez às alturas majestosas para enfrentar a força física com a força da consciência.


Esta maravilhosa nova militancia que engolfou a comunidade negra não nos deve levar a desconfiar de todas as pessoas brancas, pois muitos dos nossos irmãos brancos, como é claro pela sua presença aqui, hoje, estão conscientes de que os seus destinos estão ligados ao nosso destino, e que sua liberdade está intrinsecamente ligada à nossa liberdade.


Não podemos caminhar sozinhos. À medida que caminhamos, devemos assumir o compromisso de marcharmos em frente. Não podemos retroceder. Há quem pergunte aos defensores dos direitos civis: "Quando é que ficarão satisfeitos?" Não estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos incontáveis horrores da brutalidade policial. Não poderemos estar satisfeitos enquanto os nossos corpos, cansados das fadigas da viagem, não conseguirem ter acesso a um lugar de descanso nos motéis das estradas e nos hotéis das cidades. Não poderemos estar satisfeitos enquanto a mobilidade fundamental do Negro for passar de um gueto pequeno para um maior. Nunca poderemos estar satisfeitos enquanto um Negro no Mississipi não pode votar e um Negro em Nova Iorque achar que não há nada pelo qual valha a pena votar. Não, não, não estamos satisfeitos, e só ficaremos satisfeitos quando a justiça correr como a água e a rectidão como uma poderosa corrente.


Sei muito bem que alguns de vocês chegaram aqui após muitas dificuldades e tribulações. Alguns de vocês saíram recentemente de pequenas celas de prisão. Alguns de vocês vieram de áreas onde a vossa procura da liberdade vos deixou marcas provocadas pelas tempestades da perseguição e sofrimentos provocados pelos ventos da brutalidade policial. Vocês são veteranos do sofrimento criativo. Continuem a trabalhar com a fé de que um sofrimento injusto é redentor.

Voltem para o Mississipi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para a Luisiana, voltem para as bairros de lata e para os guetos das nossas modernas cidades, sabendo que, de alguma forma, esta situação pode e será alterada. Não nos embrenhemos no vale do desespero.
Digo-lhes, hoje, meus amigos, que apesar das dificuldades e frustrações do momento, ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.


Tenho um sonho que um dia esta nação levantar-se-á e viverá o verdadeiro significado da sua crença: "Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais".
Tenho um sonho que um dia nas montanhas rubras da Geórgia os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos proprietários de escravos poderão sentar-se à mesa da fraternidade.
Tenho um sonho que um dia o estado do Mississipi, um estado deserto, sufocado pelo calor da injustiça e da opressão, será transformado num oásis de liberdade e justiça.
Tenho um sonho que meus quatro pequenos filhos viverão um dia numa nação onde não serão julgados pela cor da sua pele, mas pela qualidade do seu caractér.


Tenho um sonho, hoje.
Tenho um sonho que um dia o estado de Alabama, cujos lábios do governador actualmente pronunciam palavras de ... e recusa, seja transformado numa condição onde pequenos rapazes negros, e raparigas negras, possam dar-se as mãos com outros pequenos rapazes brancos, e raparigas brancas, caminhando juntos, lado a lado, como irmãos e irmãs.


Tenho um sonho, hoje.
Tenho um sonho que um dia todo os vales serão elevados, todas as montanhas e encostas serão niveladas, os lugares ásperos serão polidos, e os lugares tortuosos serão endireitados, e a glória do Senhor será revelada, e todos os seres a verão, conjuntamente.

Esta é nossa esperança. Esta é a fé com a qual regresso ao Sul. Com esta fé seremos capazes de retirar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé poderemos transformar as dissonantes discórdias de nossa nação numa bonita e harmoniosa sinfonia de fraternidade. Com esta fé poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, ir para a prisão juntos, ficarmos juntos em posição de sentido pela liberdade, sabendo que um dia seremos livres.

Esse será o dia quando todos os filhos de Deus poderão cantar com um novo significado: "O meu país é teu, doce terra de liberdade, de ti eu canto. Terra onde morreram os meus pais, terra do orgulho dos peregrinos, que de cada localidade ressoe a liberdade".

E se a América quiser ser uma grande nação isto tem que se tornar realidade. Que a liberdade ressoe então dos prodigiosos cabeços do Novo Hampshire. Que a liberdade ressoe das poderosas montanhas de Nova Iorque. Que a liberdade ressoe dos elevados Alleghenies da Pensilvania!

Que a liberdade ressoe dos cumes cobertos de neve das montanhas Rochosas do Colorado!
Que a liberdade ressoe dos picos curvos da Califórnia!
Mas não só isso; que a liberdade ressoe da Montanha de Pedra da Geórgia!
Que a liberdade ressoe da Montanha Lookout do Tennessee!
Que a liberdade ressoe de cada Montanha e de cada pequena elevação do Mississipi.
Que de cada localidade, a liberdade ressoe.
Quando permitirmos que a liberdade ressoe, quando a deixarmos ressoar de cada vila e cada aldeia, de cada estado e de cada cidade, seremos capazes de apressar o dia em que todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar as palavras da antiga canção negra:


"Liberdade finalmente! Liberdade finalmente! Louvado seja Deus, Todo Poderoso, estamos livres, finalmente!"

Fonte:
Martin Luther King, Jr, The Peaceful Warrior, Nova Iorque, Pocket Books, 1968; DHnet - Rede de Direitos Humanos & Cultura.