
A Embaixada de Timor-Leste em Portugal vai acolher no próximo dia 12 de Fevereiro entre as 16h30 e as 19h30, as Bonecas de Ataúro, numa apresentação / conferência de imprensa sobre a estreia das “Bonecas de Ataúro na capital portuguesa”.
A sessão inaugural será presidida pelo Encarregado de Negócios, Antonito de Araújo, na presença do Responsável pela Secção Cultural da Embaixada, José Amaral, e caberão à mentora do projecto Piera Zurcher e à representante em Portugal das “Bonecas de Ataúro”, Sara Moreira, apresentar o percurso e significado desta exposição.
As Bonecas de Ataúro, são dadas como exemplo de sucesso do empreendedorismo social leste-timorense, recordando que este projecto conta com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura de Timor-Leste e premiadas pela UNICEF, constituem o primeiro produto certificado de Timor-Leste enquanto País independente.
Esta iniciativa de empreendedorismo social leste-timorense teve origem no grupo Bonecas de Ataúro que está alojado na ilha de Ataúro, em Timor-Leste e trata-se de uma iniciativa que levou um grupo de mulheres a criar uma oficina de artesanato, onde são desenvolvidas peças originais e criativas.
As artesãs trabalham em pano e bordados, criando não só bonecas, mas bolsas e toalhas. Entre vários outros produtos contam-se com trabalhos elaborados com materiais ecológicos como é exemplo a concepção de Biojóias.
Segundo a preocupação do grupo, passa pela adopção de métodos que permitam melhorar os seus processos de trabalho e aprendizagem para a inovação e geração de maior riqueza para a comunidade onde estão inseridas.
As “Bonecas de Ataúro” são tecidas por mulheres e destinadas às crianças formando uma teia de pontos e abraços que se estende de Ataúro a todos os distritos e além-mar.
O presente grupo conta com o apoio do padre Luís Fornasier e um grupo reduzido de mulheres num pequeno espaço da Missão Católica de Ataúro.
A construção da Oficina-Museu das Bonecas de Ataúro constitui uma parceria com o Centro Cultural Português do Instituto Camões.
As “Bonecas de Ataúro” foram na semana passada expostas na Feira Concepta, na Exponor, do Porto.Depois da participação na Feira Concepta na Exponor do Porto, as Bonecas passarão ainda amanhã, 11, por Coimbra, no Salão Brazil, onde às 15h30 apresentarão o projecto, com projecção de fotografias e música timorense.
Embaixada de Timor-Leste em Lisboa
Largo dos Jerónimos nº 3 - 1º
1400-209 Lisboa
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quarta-feira, fevereiro 11, 2009
BONECAS DE ATAÚRO PELA PRIMEIRA VEZ EM LISBOA
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segunda-feira, fevereiro 09, 2009
Solidariedade para com o povo australiano
Foto: Reuters
Austrália: 108 mortos e 750 casas ardidas - último balanço
Numerosas localidades australianas foram varridas do mapa com os incêndios que calcinam o sul da Austrália, queimando casas, automóveis e pessoas na maior tragédia de sempre deste género no país, saldada em 108 mortos e 750 lares destruídos.
O número de vítimas continua a crescer enquanto as operações de busca e salvamento resgatam corpos das chamas que têm transformado num inferno sobretudo o Estado de Victoria.
.../...
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
Viajar, enriquece-nos interiormente...
Alguns momentos marcantes...
Ubud, Bali, Indonésia - 2006
Museu d'Orsay, Paris - 2005
Krakov, Polónia - 2005Veneza, Itália - 2005
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segunda-feira, fevereiro 02, 2009
BONECAS DE ATAÚRO NO PORTO
EXPONOR / CONCEPTA Feira de Arte, Cultura & Criatividade
Artesanato de Ataúro, Timor-Leste, em Portugal !!!
Artesanato de Ataúro, Timor-Leste, em Portugal !!!
Agradece-se a melhor atenção na divulgação deste acontecimento e sobretudo no seu acompanhamento, visitando o stand das adoráveis "Bonecas".
A oportunidade é única.
Estão todos convidados!
http://bonecasdeatauro.blogspot.com/ (blog de promoção da vinda do projecto)http://www.bonecasdeatauro.com/ (sítio oficial das Bonecas de Ataúro)
Contacto Porto / marcações de entrevistas / Infos:
Sara Moreira - t. +351 938 305 344 - e-Mail: saritamoreira@gmail.com
Contacto Ataúro / Timor-Leste: Piera Zurcher - t. +670 7325830 / +670 7282563 / +670 7370229
e-mail: bonecadeatauro@yahoo.it
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segunda-feira, janeiro 19, 2009
Barack Obama - Há um sinal de esperança
Hoje é ainda o momento para a união entre "todos os homens e mulheres de boa vontade", seja qual for a raça, religião ou continente a que pertençam.
Amanhã será o dia em que Obama tem de começar a transformar o mundo. Também dele se espera que o leve a uma nova fronteira.
Barack Hussein Obama - "Yes, we can!"
“Considero-me feliz por ter sido capaz de crescer vendo a América sob diversos pontos de vista. A minha infância foi passada no Havai e na Indonésia.
Após a faculdade, trabalhei como organizador da comunidade, na zona sul de Chicago incidindo o meu trabalho na melhoria das condições de vida em bairros pobres.
Descobri que a verdadeira solução dos problemas, com as nossas comunidades, passa pela necessária mudança das nossas leis e da nossa política. Candidatei-me e fui Senador, durante sete anos, no estado de Illinois, onde lutei pela melhoria dos cuidados de saúde da criança, obtendo cortes fiscais para os trabalhadores pobres e ratificando a reforma da previdência.
Em 2004, fui eleito para o Senado dos E.U., onde tenho trabalhado para aprovar leis contra as armas perigosas e para tornar os governos mais responsáveis. Tenho-me também oposto, desde o início, à guerra no Iraque, e acredito que precisamos trazer as nossas tropas para casa para assim poderemos reorientar uma luta mais ampla contra o terrorismo.
De todas as minhas experiências de vida, estou muito orgulhoso de minha esposa Michelle e das minhas filhas Malia e Sasha.”
De todas as minhas experiências de vida, estou muito orgulhoso de minha esposa Michelle e das minhas filhas Malia e Sasha.”
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quinta-feira, janeiro 08, 2009
NÃO ESTÁS À VENDA...
O tráfico de seres humanos é uma versão moderna de escravatura. As pessoas são tratadas como mercadorias, sendo vendidas e compradas e estando sujeitas a todo o tipo de exploração: normalmente na indústria do sexo, mas também no sector agrícola, entre outros.
Conhecem-se, diariamente, novos casos de escravatura doméstica. Qualquer pessoa, homem, mulher ou criança, pode ser vítima de tráfico de seres humanos.
O Conselho da Europa, cujo principal objectivo é salvaguardar e proteger os direitos humanos, tem como uma das suas prioridades o combate ao tráfico de seres humanos, tendo sido já realizadas várias acções políticas e legislativas.
As histórias de Talina, Fábia, Yvo, Anna e Sofia ilustram várias formas de exploração. A banda desenhada que relata a história destas personagens é mais uma contribuição do Conselho da Europa para o combate ao tráfico e protecção das suas vítimas.
Download da banda desenhada (PDF) http://www.coe.int/t/dg2/trafficking/comics/Source/notforsale_en_x1a.pdf
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terça-feira, dezembro 30, 2008
FINAL DE ANO - Tempo de Balanços e Resoluções
Agora que 2008 está a terminar, é tempo de fazer o balanço dos acontecimentos e acções de mais um ano que passou e tomarmos resoluções e boas intenções para o Novo Ano que está a chegar.
As Tv's passam em revista os acontecimentos do ano e, todos, os dias, se ouve falar das dificuldades que 2009 nos vai trazer, por certo.
Estamos a viver tempos de grave crise económica , talvez ainda só a ponta do iceberg, e o panorama mundial é tudo menos animador - fraudes, colapsos financeiros e económicos, guerras, conflitos bélicos, medo do terrorismo, insegurança, fome, epidemias ou pandemias, catástrofes naturais...
2009 não vai ser um ano fácil, já o adivinhamos, e tudo indica que as circunstâncias deste ano que termina se venham a agravar.
Assim sendo, que sentido faz desejarmos um "FELIZ ANO NOVO" ?!
Talvez por força do hábito, talvez porque ainda alimentemos alguma esperança de que não venha a ser tão mau como parece...
Acredito que este Século tem de trazer uma nova esperança para a Humanidade, tem de realizar uma "revolução" cultural, de valores, uma mudança radical na forma de nos relacionarmos uns com os outros, nas relações sociais e políticas, tem de ocorrer uma nova Era, que mude radicalmente a correlação de forças e o relacionamento entre os países pobres e os países ricos, entre os mais favorecidos e os menos favorecidos, que alguns "eternos" conflitos se resolvam e que a Fome seja drasticamente reduzida no mundo.
Utopia?
Talvez, mas ainda assim, creio que é possível fazer algo de novo, se houver verdadeira vontade de mudar.
Vamos todos fazer de 2009 um ano Novo de perdão, solidariedade, paz e união entre os povos!
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quarta-feira, dezembro 10, 2008
DIREITOS HUMANOS - 60 anos depois
Parece impossível como, em pleno século XXI, ainda são possíveis situações como a que a imagem representa!...

Estamos todos cegos e surdos???
É preciso acordar para esta dura realidade e escapar à indiferença!
Nesta época de consumismo desenfreado, torna-se ainda mais gritante esta dura realidade. Vamos todos reflectir no nosso modo de vida e no que podemos, e devemos, fazer para inverter este estado de coisas, verdadeiramente vergonhoso para a humanidade.
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quinta-feira, novembro 06, 2008
Impossível não evocar hoje a lembrança deste Homem ...
Martin Luther King, Jr. a discursar na escadaria do «Monumento a Lincoln»DISCURSO DE MARTIN LUTHER KING, JR.
Em Washington, D.C., a capital dos Estados Unidos da América, em 28 de Agosto de 1963, após a Marcha para Washington.
O discurso de Martin Luther King, pronunciado na escadaria do Monumento a Lincoln, em Washington, foi ouvido por mais de 250.000 pessoas de todas as etnias, reunidas na capital dos Estados Unidos da América, após a «Marcha para Washington por Emprego e Liberdade». A manifestação foi pensada como uma maneira de divulgar de uma forma dramática as condições de vida desesperadas dos negros no Sul dos Estados Unidos, e exigir ao poder federal um maior comprometimento na segurança física dos negros e dos defensores dos direitos civis, sobretudo no Sul.
Devido a pressões políticas exercidas pela Presidência dos Estados Unidos - ocupada por John Kennedy -, as exigências a apresentar no comício tornaram-se mais moderadas, mas mesmo assim foram feitos pedidos claros: o fim da segregação no ensino público, passagem de legislação clara no que respeita aos direitos civis, assim como de legislação proibindo a discriminação racial no emprego; para além do fim da brutalidade policial contra militantes dos direitos civis e a criação de um salário mínimo para todos os trabalhadores, que beneficiaria sobretudo os negros.
Realizado num clima muito tenso, a manifestação foi um estrondoso sucesso, e o discurso conhecido sobretudo pela frase permanentemente repetida no meio do discurso «I have a Dream» (Eu tenho um sonho), mas também pela frase que é repetida no fim - «That Liberty Ring» (Que a Liberdade ressoe), que retoma o poema patriótico «América», tornou-se, com o discurso de Lincoln em Gettysburg, um dos mais importantes da oratória americana.
Em 1964 a Lei dos Direitos Civis foi votada e promulgada por Lyndon B. Johnson e em 1965 a Lei sobre o Direito de Votar foi aprovada.
Martin Luther King, Jr. foi escolhido como Prémio Nobel da Paz no ano seguinte, em 1964.
«QUE A LIBERDADE RESSOE!»
Há cem anos, um grande americano, sob cuja sombra simbólica nos encontramos, assinava a Proclamação da Emancipação. Esse decreto fundamental foi como um raio de luz de esperança para milhões de escravos negros que tinham sido marcados a ferro nas chamas de uma vergonhosa injustiça. Veio como uma aurora feliz para terminar a longa noite do cativeiro. Mas, cem anos mais tarde, devemos enfrentar a realidade trágica de que o Negro ainda não é livre.
Cem anos mais tarde, a vida do Negro é ainda lamentavelmente dilacerada pelas algemas da segregação e pelas correntes da discriminação. Cem anos mais tarde, o Negro continua a viver numa ilha isolada de pobreza, no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos mais tarde, o Negro ainda definha nas margens da sociedade americana, estando exilado na sua própria terra.
Por isso, encontramo-nos aqui hoje para dramaticamente mostrarmos esta extraordinária condição. Num certo sentido, viemos à capital do nosso país para descontar um cheque. Quando os arquitectos da nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e da Declaração de independência, estavam a assinar uma promissória de que cada cidadão americano se tornaria herdeiro.
Este documento era uma promessa de que todos os homens veriam garantidos os direitos inalienáveis à vida, à liberdade e à procura da felicidade. É óbvio que a América ainda hoje não pagou tal promissória no que concerne aos seus cidadãos de cor. Em vez de honrar este compromisso sagrado, a América deu ao Negro um cheque sem cobertura; um cheque que foi devolvido com a seguinte inscrição: "saldo insuficiente". Porém nós recusamo-nos a aceitar a ideia de que o banco da justiça esteja falido. Recusamo-nos a acreditar que não exista dinheiro suficiente nos grandes cofres de oportunidades deste país.
Por isso viemos aqui cobrar este cheque - um cheque que nos dará quando o recebermos as riquezas da liberdade e a segurança da justiça. Também viemos a este lugar sagrado para lembrar à América da clara urgência do agora. Não é o momento de se dedicar à luxuria do adiamento, nem para se tomar a pílula tranquilizante do gradualismo. Agora é tempo de tornar reais as promessas da Democracia. Agora é o tempo de sairmos do vale escuro e desolado da segregação para o iluminado caminho da justiça racial. Agora é tempo de abrir as portas da oportunidade para todos os filhos de Deus. Agora é tempo para retirar o nosso país das areias movediças da injustiça racial para a rocha sólida da fraternidade.
Seria fatal para a nação não levar a sério a urgência do momento e subestimar a determinação do Negro. Este sufocante verão do legítimo descontentamento do Negro não passará até que chegue o revigorante Outono da liberdade e igualdade. 1963 não é um fim, mas um começo. Aqueles que crêem que o Negro precisava só de desabafar, e que a partir de agora ficará sossegado, irão acordar sobressaltados se o País regressar à sua vida de sempre. Não haverá tranquilidade nem descanso na América até que o Negro tenha garantido todos os seus direitos de cidadania.
Os turbilhões da revolta continuarão a sacudir as fundações do nosso País até que desponte o luminoso dia da justiça. Existe algo, porém, que devo dizer ao meu povo que se encontra no caloroso limiar que conduz ao palácio da justiça. No percurso de ganharmos o nosso legítimo lugar não devemos ser culpados de actos errados. Não tentemos satisfazer a sede de liberdade bebendo da taça da amargura e do ódio.
Temos de conduzir a nossa luta sempre no nível elevado da dignidade e disciplina. Não devemos deixar que o nosso protesto realizado de uma forma criativa degenere na violência física. Teremos de nos erguer uma e outra vez às alturas majestosas para enfrentar a força física com a força da consciência.
Esta maravilhosa nova militancia que engolfou a comunidade negra não nos deve levar a desconfiar de todas as pessoas brancas, pois muitos dos nossos irmãos brancos, como é claro pela sua presença aqui, hoje, estão conscientes de que os seus destinos estão ligados ao nosso destino, e que sua liberdade está intrinsecamente ligada à nossa liberdade.
Não podemos caminhar sozinhos. À medida que caminhamos, devemos assumir o compromisso de marcharmos em frente. Não podemos retroceder. Há quem pergunte aos defensores dos direitos civis: "Quando é que ficarão satisfeitos?" Não estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos incontáveis horrores da brutalidade policial. Não poderemos estar satisfeitos enquanto os nossos corpos, cansados das fadigas da viagem, não conseguirem ter acesso a um lugar de descanso nos motéis das estradas e nos hotéis das cidades. Não poderemos estar satisfeitos enquanto a mobilidade fundamental do Negro for passar de um gueto pequeno para um maior. Nunca poderemos estar satisfeitos enquanto um Negro no Mississipi não pode votar e um Negro em Nova Iorque achar que não há nada pelo qual valha a pena votar. Não, não, não estamos satisfeitos, e só ficaremos satisfeitos quando a justiça correr como a água e a rectidão como uma poderosa corrente.
Sei muito bem que alguns de vocês chegaram aqui após muitas dificuldades e tribulações. Alguns de vocês saíram recentemente de pequenas celas de prisão. Alguns de vocês vieram de áreas onde a vossa procura da liberdade vos deixou marcas provocadas pelas tempestades da perseguição e sofrimentos provocados pelos ventos da brutalidade policial. Vocês são veteranos do sofrimento criativo. Continuem a trabalhar com a fé de que um sofrimento injusto é redentor.
Voltem para o Mississipi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para a Luisiana, voltem para as bairros de lata e para os guetos das nossas modernas cidades, sabendo que, de alguma forma, esta situação pode e será alterada. Não nos embrenhemos no vale do desespero.
Digo-lhes, hoje, meus amigos, que apesar das dificuldades e frustrações do momento, ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.
Tenho um sonho que um dia esta nação levantar-se-á e viverá o verdadeiro significado da sua crença: "Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais".
Tenho um sonho que um dia nas montanhas rubras da Geórgia os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos proprietários de escravos poderão sentar-se à mesa da fraternidade.
Tenho um sonho que um dia o estado do Mississipi, um estado deserto, sufocado pelo calor da injustiça e da opressão, será transformado num oásis de liberdade e justiça.
Tenho um sonho que meus quatro pequenos filhos viverão um dia numa nação onde não serão julgados pela cor da sua pele, mas pela qualidade do seu caractér.
Tenho um sonho, hoje.
Tenho um sonho que um dia o estado de Alabama, cujos lábios do governador actualmente pronunciam palavras de ... e recusa, seja transformado numa condição onde pequenos rapazes negros, e raparigas negras, possam dar-se as mãos com outros pequenos rapazes brancos, e raparigas brancas, caminhando juntos, lado a lado, como irmãos e irmãs.
Tenho um sonho, hoje.
Tenho um sonho que um dia todo os vales serão elevados, todas as montanhas e encostas serão niveladas, os lugares ásperos serão polidos, e os lugares tortuosos serão endireitados, e a glória do Senhor será revelada, e todos os seres a verão, conjuntamente.
Esta é nossa esperança. Esta é a fé com a qual regresso ao Sul. Com esta fé seremos capazes de retirar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé poderemos transformar as dissonantes discórdias de nossa nação numa bonita e harmoniosa sinfonia de fraternidade. Com esta fé poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, ir para a prisão juntos, ficarmos juntos em posição de sentido pela liberdade, sabendo que um dia seremos livres.
Esse será o dia quando todos os filhos de Deus poderão cantar com um novo significado: "O meu país é teu, doce terra de liberdade, de ti eu canto. Terra onde morreram os meus pais, terra do orgulho dos peregrinos, que de cada localidade ressoe a liberdade".
E se a América quiser ser uma grande nação isto tem que se tornar realidade. Que a liberdade ressoe então dos prodigiosos cabeços do Novo Hampshire. Que a liberdade ressoe das poderosas montanhas de Nova Iorque. Que a liberdade ressoe dos elevados Alleghenies da Pensilvania!
Que a liberdade ressoe dos cumes cobertos de neve das montanhas Rochosas do Colorado!
Que a liberdade ressoe dos picos curvos da Califórnia!
Mas não só isso; que a liberdade ressoe da Montanha de Pedra da Geórgia!
Que a liberdade ressoe da Montanha Lookout do Tennessee!
Que a liberdade ressoe de cada Montanha e de cada pequena elevação do Mississipi.
Que de cada localidade, a liberdade ressoe.
Quando permitirmos que a liberdade ressoe, quando a deixarmos ressoar de cada vila e cada aldeia, de cada estado e de cada cidade, seremos capazes de apressar o dia em que todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar as palavras da antiga canção negra:
"Liberdade finalmente! Liberdade finalmente! Louvado seja Deus, Todo Poderoso, estamos livres, finalmente!"
Fonte:
Martin Luther King, Jr, The Peaceful Warrior, Nova Iorque, Pocket Books, 1968; DHnet - Rede de Direitos Humanos & Cultura.
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segunda-feira, outubro 13, 2008
Foi há 12 anos que este NOBEL "alertou" o mundo para a causa timorense...
"for their work towards a just and peaceful solution to the conflict in East Timor"

Carlos Ximenes Belo José Ramos-Horta
b. 1948 b. 1949
Este prémio (repartido) "despertou" a consciência mundial para o martírio do povo timorense
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IV Governo Timor-Leste,
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domingo, setembro 28, 2008
TIMOR-LESTE - um paraíso por descobrir...
Nos antípodas do ambiente da cidade de Istanbul, está Timor-Leste com as suas paisagens deslunbrantes, quase 'intocadas' e com uma população total (do país) a rondar apenas 1 milhão de pessoas - acolhedoras e autênticas, e muitas, muitas crianças com sorrisos encantadores...
DÍLI com a ilha de Ataúro em fundo
Montanhas
Foto de Rosely Forganes
Praias de águas turqueza e cristalinas, areias finíssimas e um mundo sub-aquático dos mais ricos e intactos do planeta.



Um país que mantém intactas as suas tradições, e em que as celebrações e rituais não são "folclore para turista ver", são autênticas demonstrações da sua riqueza cultural e animismo, lado a lado com uma fé católica única por aquelas paragens.

Casas tradicionais - UMALULIK
Tais Mane (masculino)
Pinturas rupestres, datadas de 30.000 anos, situadas na ponta mais oriental da Ilha, nas grutas de Ilekerekere Por todas estas razões, um país que, apesar de ser o mais pobre do Sudeste Asiático, é riquissimo em atractivos naturais - as paisagens, as praias, a riqueza cultural e a simpatia natural dum Povo que sabe receber - merece e deve ser visitado.
Antes que seja tarde...
Timor-Leste é lindo também debaixo de água!
Veja aqui http://www.congo-pages.org/ET/DIVE%20TIMOR/dive_timor.htm
e aqui http://seppo.ihalainen.fi/gallery/main.php?g2_itemId=1473
alguns dos melhores locais de mergulho do mundo!
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sexta-feira, agosto 08, 2008
Governo liderado por Xanana Gusmão completa 1º ano

O IV Governo Constitucional de Timor-Leste, resultante da aliança AMP, assinala hoje o seu 1º aniversário!
Este Governo não teve um primeiro ano fácil.
Para além de ter de lidar com duas questões bem difíceis - 100.000 deslocados internos e o "caso dos peticionários - o próprio Chefe do Governo, Xanana Gusmão e o PR Ramos-Horta, foram alvo de atentados, cujas consequências, felizmente, foram ultrapassadas com sucesso.
Este Governo foi capaz de dar resposta às várias e difíceis situações que teve de enfrentar, e a situação político social melhorou significatibvamente. A população de Timor, apesar de ainda enfrentar grandes dificuldades económicas e sociais, sente-se mais segura e com esperança no futuro.
Foi neste primeiro ano de governação que se lançaram as bases para reforma administrativa, que se impunha e se lançaram as bases necessárias para o arranque de grandes projectos, ao nível das infra-estruturas e do desenvolvimento económico. Foi um ano para "arrumar a casa", como se usa dizer.
O problema dos IDP e o dos peticionários estão na fase final da sua resolução.
Os Veteranos e as Vítimas da Luta, viram, finalmente, o seu sacrifício e entrega publicamente reconhecidos e recompensados, com a justa atribuição de subsídios e "indemnizações".
As instituições de Defesa (F-FDTL) e de Policiamento (PNTL) "reconciliaram-se" e trabalham de forma unida e concertada para a manutenção da estabilidade social. Exemplo claro dessa unidade foi o sucesso da "Operação Halibur" criada para a captura dos responsáveis pelos atentados de 11 de Fevereiro.
As ruas da capital estão mais limpas e seguras, as pessoas mais confiantes!
Mas, o Governo da AMP tem ainda muito trabalho pela frente, e certamente não irá baixar os braços perante os enormes desafios que o futuro lhe reserva.
Feliz Aniversário e um 2º Ano de mandato repleto de sucessos!
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HIROSHIMA - Cidade de Paz - 63 anos depois

Foi em 6 de Agosto de 1945.
Cerca das 8.14 horas, vários bombardeiros B-29 da força aéra dos EUA sobrevoam Hiroshima.
Um deles, o Enola Gay larga a «little boy». A primeira bomba atómica a ser usada contra alvos humanos. Um minuto depois, a cerca de dois mil pés de altitude, dá-se a explosão.
Próximo do edifício do centro de exposições da industria e que hoje é designado como «a cúpula da bomba atómica». Era o centro da cidade. Num segundo, uma enorme bola de fogo atingiu um diâmetro de 280 metros. A temperatura no solo chegou aos 5 mil ºC. A 600 metros do epicentro a temperatura era de 2 mil ºC.
Tudo ficou queimado. Corpos desintegraram-se.
Sombras na parede. É o que restou das pessoas que foram desintegradas pela explosão. Vidros e estruturas de metal derreteram, prédios desapareceram. Mesmo a dois quilómetros de distância, desmoronaram-se edifícios de cimento armado.
A onda de calor intenso emitia raios térmicos, como a radiação ultravioleta. Devastava pessoas, animais e vegetação. Houve ainda a agravante de as montanhas em volta de Hiroshima terem «devolvido» a onda de calor, atingindo mais uma vez a cidade.
Um minuto depois da explosão George Marquardt tirou uma fotografia. Marquardt seguia num bombardeiro dos EUA, ao lado do Enola Gay. Segundo afirmou, a luz emanada pela bomba era tão brilhante que não conseguia ver o co-piloto, sentado ao seu lado. Deixavam para trás um cenário de devastação.
Naquela altura viviam em Hiroshima cerca de 350 mil pessoas. Estima-se que tenham morrido, na altura da explosão e nos quatro meses seguintes, 140 mil pessoas. Não apenas japoneses. Na altura, coreanos e chineses tinham sido levados para Hiroshima para trabalharem nas fábricas.
Porque a explosão se deu no centro da cidade e devido à grande concentração de casas numa área de três quilómetros em volta do epicentro, cerca de 90 por cento dos prédios ficaram queimados e destruídos. Os sobreviventes foram atingidos por radiações. Cerca de 35 mil feridos vaguearam pela cidade à procura de ajuda. No meio de cinzas, casas a arder e corpos espalhados pelo chão.
No dia a seguir à explosão ainda havia focos de incêndio, apesar da queda de uma chuva preta e oleosa que continha poeira radioactiva. Esta chuva acabou por contaminar outras regiões. Quem sofreu o efeito das radiações ficou com queimaduras na pele e com alguns tecidos internos também afectados.
As consequências, entre os que conseguiram sobreviver, perduraram durante longos anos.
Três dias depois, esta situação repetiu-se em Nagasaki e no dia 10 de Agosto o Japão declarou a rendição.
O choque provocado pela devastação causada pelas bombas atómicas perdura até aos dias de hoje. O próprio Japão assumiu uma postura contra qualquer experiência militar com recurso do nuclear e, depois da II Grande Guerra, o único conflito armado onde se envolveu foi agora, com o envio de militares para o Iraque.
Hiroshima e Nagasaki, ainda hoje, sentem os efeitos das bombas. As duas cidades foram reconstruídas mas quiseram que as marcas do horror causado pelas bombas não fossem esquecidas.
As memórias dos sobreviventes constituem um arquivo vivo. Monumentos, museus e memoriais continuam a lembrar o que se passou em 6 e 9 de Agosto de 1945.

Todos os anos estas datas são evocadas nas duas cidades. Em Hiroshima concentram-se milhares de pessoas em frente ao mausoléu.
Nas margens do rio Motoyasu são colocadas lanternas flutuantes em memória das vítimas.
HIROSHIMA, NUNCA MAIS !
segunda-feira, julho 14, 2008
domingo, julho 06, 2008
BONECAS de ATAÚRO - Timor-Leste
Bonecas de Ataúro A 28 de Junho de 2008 é inaugurada a Oficina-Museu, como resultado do trabalho, dos meses anteriores, com o Instituto Camões assim como o lançamento da página da Internet do grupo.
Oficina Museu - Descrição
Tecida por mulheres e destinada às crianças...... assim se forma uma teia de pontos e abraços que se estende de Ataúro a todos os distritos e mais para além do horizonte timorense.
Partindo de um trabalho paciente e laborioso de um grupo de mulheres irrompe a ideia de Mara Bernardes, do Centro Cultural Português do Instituto Camões, de criar uma Oficina Museu valorizando e dando a conhecer o grupo, a forma como se constituiu. Piera Zurcher, a fiel inspiradora do grupo, antevê um espaço onde se perserve o processo de construção de cada boneca, onde se valorize o trabalho deste grupo e Mara Bernardes compreende o alcance deste projecto pedagógico e cultural.
Ambas anteveêm os produtos que serão produzidos e reveem-se na projecção que as belíssimas fotos de Álvaro Tilman Soares darão a estes seres de tecido e linha, cosidos com dedicação e quase possuidores de alma e coração, fáceis da afagar e companhia discreta das vivências de cada pessoa. Concebido o espaço pelo IC em parceria com Ruth Grilo (criadora do logotipo do Grupo das Bonecas), e o mesmo preenchido por mbiliário por esta desenhado e que surge das mãos hábeis dos artesãos locais.
Viajantes no País e estrangeiro, munidas de passaporte individual, as Bonecas de Ataúro preparam-se agora para as futuras deslocações e aguardam que os visitantes do site criado por Miguel Duarte e Guilherme Cartaxo possam conhecer a sua origem e o caminho até aqui um projecto realizado ao longo de vários meses em permanente contacto com as Instituições e pessoas nele envolvidas. Colecção "Bébés"

Merecedoras de apoio da Secretaria de Estado da Cultura e premiadas pela UNICEF, constituem o primeiro produto certificado de Timor-Leste enquanto País independente. Aprecie-as e divulgue-as!
Há colecções de diferentes tamanhos e também representativas dos 13 Distritos (Baucau, na foto)
* As bonecas de Ataúro são um produto artesanal
As combinações de materiais e cores são sempre diferentes em cada modelo
Os modelos são únicos e não podem ser reproduzidos
As combinações de materiais e cores são sempre diferentes em cada modelo
Os modelos são únicos e não podem ser reproduzidos
http://www.bonecasdeatauro.com/
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Vila Maumeta – Ataúro – Timor–Leste
+670 7325830 +670 7282563 +670 7370229
Email: bonecadeatauro@yahoo.it

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